quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amando...

Como é bom ser capaz de amar...

O ar está sempre a faltar em nosso pulmões...
O coração, hora bate, hora não, como as canções...

A vida, sempre finita, só termina no momento
Em que abrimos mão dos nossos sentimentos.

Jamais o amor poderia ser ridículo.
Todo o bem crescido tem, ao menos,
Um alguém amado em seu currículo.
É aquele do qual nunca esquecemos.

O que é mais cômico
Do que alguém que pensa
Que consegue viver sozinho
Uma vida tão tensa?

Só sendo bastante imbecil.
A vida, já foi dito,
É como um rio que passa:
Sempre o mesmo rio,
Nunca as mesmas águas.

Porém, infelizmente, muitos não sabem.
Muitos são os corações sem porta,
Onde é banal todo aquele vai e vem.

São as pessoas de alma morta.

Estes corpos insensíveis,
Em diferentes níveis,
Estão sempre dispostos
A plantar desgostos.
Julgam todos como iguais -
Como são banais! -
E alimentam-se de almas lívidas
Cobrando amor, a pior das dívidas.

Mas, vendo-se amadas
Sentem-se enojadas,
Desperdiçando sentimentos,
Transformando-os em lamentos.
E os lamentos endurecem o coração
E plantam na pedra um jardim de ilusão.

Então, as rosas negras,
Com espinhos em lugar das pétalas,
Põem-se a exalar o fedor da derrota,
A alma a agonizar, estremece e arrota.
Em pouco tempo, estará quase morta.

Contudo, ainda há almas que curam-se
De todas as feridas e furam-se
A brincar de bem-me-quer,
Sem guardar sequer uma só cicatriz.

Estas sabem o que é realmente ser feliz,
Sabe guardar o momento vivido
E alegrar-se por ter sentido.

Ainda resta quem saiba o valor do amor,
Há quem ame sem importar-se com a dor.

Estes espíritos amantes
São raros como antes.
Guardam a alma para ver
O corpo enterrado perecer.

Preferem abrir mão da própria vida
P'ro o amor não ser uma palavra perdida.
Buscam nada além de alguém que mereça
Um lar no coração e um jardim na cabeça.

Todo o verdadeiro romântico é um suicida.
Queima o corpo, mantendo a alma aquecida.

A felicidade de amar é como o sol,
O romantismo é a bússola do girassol.
Na luz vivificante revela o dia
E aquece a alma outrora fria.

A tristeza da ilusão é como a lua.
Mostra a vida real, nua e crua:
Negra e salpicada de estrelas brilhantes,
Outros universos bastante distantes.

Assim como mudam as estacões nos anos,
O tempo molda a forma que amamos.

Ao tentarmos entender o amor,
Apenas perdemos a capacidade de sentí-lo.
O verdadeiro sentimento
Só se é sentido, nunca compreendido.
Há apenas uma certeza de que sei:
O amor não segue regras, nem sequer leis.

Tenho a esperaçanca de estar
Bem vivo quando o amor chegar.
E mesmo que não tenha forças,
Sei que ainda serei capaz de amar.

Um comentário:

  1. Sua miseria, tava com saudade de suas poesias/contos. Essa ta muito legal!

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