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domingo, 27 de maio de 2012

Humanos

Sempre inperfeito é o homem,
Há sempre defeito em nós.
Vivemos insatisfeitos e sós,
Praguejando e dizendo: amém.

Às vezes fazemos um bem mal,
Outras vezes, um mal bem.
Cada um vive como lhe convém:
É forte, bom, oportunista, banal...

Somos a praga da caixa,
De pandora ou do juízo final.
Forte estrutura viva e social,
Que hora quebra, ora encaixa.

Desvendamos como cada cor
Comporta-se nesta galáxia
E somos, na medida máxima,
Uma rosa coberta com cocô.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Fé

Este mundo
É um buraco profundo
Onde imbecis,
Meros fracos e infantis
Buscam encher
O vazio que é morrer
Tristes, perdidos
Em sonhos esquecidos.

O fim do mundo,
Este pensamento imundo,
Só é pregado
Por quem o tem piorado.
Nada está
Fora do seu devido lugar.
Amor,
É a única coisa de valor.

No escuro,
Dormia o ser inseguro
E Prometeu
O fogo sagrado nos deu.
E o ser humano
Tudo foi desvendando.
A razão sagrada
Nos revelou a estrada.

Temíamos bichos
E adorávamos os lixos,
Animais divinos,
Pregados aos meninos.
Aqui agora,
Nosso poder vigora.

Apenas controlamos
Aquilo que conhecemos.
E só não conhecemos
A nós mesmos.

É que ainda falta morrer
A última fé que se vê
No que não vemos.

Devemos
Acreditar em nós mesmos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Bússola da Vida

Acredito em um Deus
Que fez-me como sou
Para fazer o que faço
Da maneira que sei.

Todos teem um Deus,
Várias faces ele tem
E convém usar todas
Para expor a sua lei.

Cada um segue a ordem
Que vem-lhe do berço
E do ventre materno,
A bússola da vida.

O bom Deus é o que o fez,
Enquanto o maldito,
Forte ladrão deprevado,
O amedronta.e trucida.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O Desespero de Lolita

Lolita caminhava
Sozinha e procurava
O lugar onde guardara
As coisas que mais amava.

Diante de um espelho
Parou e pensou:
Qual vestido ficará melhor,
O preto ou o vermelho?

Seu corpo, semi-nú,
Sem sutiã, calcinha azul,
Quase que hipnotizava.

O que ela precisava
Estava alí, diante dos olhos:
Era o seu corpo perfeito.

Suas formas,
Sob as mais exigentes normas
Da natureza masculina,
Obra que facina,
Eram cópias das da mais bela Vênus
Esculpida pelos velhos romanos.

Seus olhos, tênues,
Exibiam traços inumanos.
Lembravam traiçoeira serpente
Pronta para atacar, de repente.
Desejava, apenas,
Devolver o mal sentido.
Descansaria após ter retribuído.

Maus pensamentos, centenas,
Passavam em sua mente.
Sequer parecia uma criança inocente,
Tal qual era.
Era o monstro de alguma quimera.

Seu duro coração de pedra, inquebrável,
Chegou a bater, por tempo considerável,
Levando-a a pensar que estava a sentir.
Entretanto, seu modo de agir,
Durante todos os seus anos,
Mostrou o seu imenso egoísmo.

Ela nunca fez planos.

Como manda o modismo
Da sua insensível fase,
Queria, como diz a frase:
"Se dar bem!"
Porém,
Isso nunca aprendeu.

Esperava que tudo
Que merece neste mundo
Caisse do distante céu.

Não pensava em sua velhice,
Apenas na imundície
Que servia-lhe de exemplo.

Sentia, por dentro,
Que ela era comum,
Apenas vulgar.
Apenas mais um
Que não encontrou o lugar.

E, então, Lolita viu -
Ou melhor: sentiu -
Aquilo que precisava.

Descobriu que não amava.
Que ainda brincava com bonecas.
Era apenas mais uma destas
Inocentes crianças
Que brincam com armas.

E todos os seus carmas
Ficaram-lhe claros.

Percebeu, alí,
Que os mais caros
São os itens mais raros.

E só alí pode sentir:
Tornara-se apenas mais uma
Que desaparece após um banho de espuma.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Se Você Busca Um Sorriso, Não Leia!

Escrevo agora com o ódio
Que corrói a alma.
Aquele maldito e até óbvio
Sentimento que nos acalma.

O mundo é cruel e insano
Frio e matemático.
É estúpido quem está tentando
Ser sempre simpático.

Os bons sentimentos morrem,
Aqui, neste horrível lugar,
Enquanto imbecis comcorrem
À qualquer prêmio vulgar.

Os olhos cheios de esperança
Vindo em minha direção,
Lembram-me uma criança
Com um revólver na mão.

A inocência da inconsequência
Da curiosidade do filho
Pode levá-lo, sem prudência,
A apontá-la e puxar o gatilho.

O simples ato de baixarmos
A nossa cabeça
Pode até mesmo matar-nos,
Nunca esqueça.

Correto mesmo é sair por aí
Destruíndo e matando,
Como todo o esperto faz aqui.
Isso é comum, não insano.

Então vem-me a tristeza
De, infelizmente, saber,
Com toda a certeza,
Que,
Ainda melhor, pode crer,
Não é matar, mas morrer.

E fico esperando o dia correto
Em que minha alma penada
Largue este corpo incompleto,
Torne-se, finalmente, alada
E saia desta imunda estrada.

A Verdade

Nem feia, nem bela,
Dolorosa ou singela,
Ela é a verdade.

Sem rancor ou vaidade
Ou piedade do executor
Não traz dor, nem amor.

Não quer ódio ou alegria
Nem teme a noite ou o dia,
Acoita, corta, mata e cura.

A Verdade é uma figura!

Faz chorar e dar risada;
É o caminho e a cilada;
Dá a vida para matar;
Ordena o caos para criar.

A verdade é humana e irracional;
Fria, sadia, forte, imparcial
E, pode apostar, sempre pontual.

É o oposto da mentira
Que salva, condena,
Engana e envenena
E, quando descoberta,
Muito esperta,
Escolhe um lado e se retira.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Relógios

A localização temporal
É o passo inicial
Do macaco armado
Rumo ao homem lapidado.

O mundo possui estações
Que trazem e levam plantações,
Um sol, hora quente, hora frio,
E a lua, outro belo astro vadio.

Quanto mais precisamente
O passado e o presente
É por nós, homens, medido,
Mais nos vemos evoluídos.

Relógios biológicos complexos,
Diferentes em tamanhos e sexos,
Máquinas vivas com o poder
De questionar e entender...
Somos o topo da cadeia da evolução,
Dicotomia além da compreenção.

Somos Chronos, anos, dias, horas, segundos.
Somos inconsequentes e interdependentes.

Estamos no relógio da natureza do momento
Pendurados como enfeites na parede do tempo.

O magro ponteiro ligeiro dos segundos
Corre com precisão em direção ao começo
Para que o mediano marcando os minutos
Siga sua mesma estrada em lento passo
Na joranada de uma hora mais distante.

E ainda há quem sinta-se mais importante...

Sempre há o gordo baixo da hora,
O mais lento entre nós todos,
Que, com seu jeito, sem modos,
Pensa que só o seu brilho vigora.

... E os números em volta, a sorrir
E divertir-se com a corrida dos ponteiros
Que vão e voltam, precisos e certeiros
Pensando que só eles têm direito de existir.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Demônio Sempre Vem Sorrindo

Chorar de tanto rir;
Sentir prazer na dor...
Tantos caminhos para seguir:
Compaixão, medo, ódio... amor.

Que paradoxo é a simplicidade.

De que serve o arrependimento?
O tempo não dá outra oportunidade.
O passado, para os estúpidos,
É um tormento.

Ser humano é ser social, normal...
Normais são loucos com a mesma mania.
O diferente chama mais a atenção,
Mas o comum, o supérfluo, é maioria.

O imitador é sempre um burro, incapaz.
O mais inteligente é sempre anormal.
O criador, se tudo fez e tudo faz,
É o pai do bem e a mãe do mal.

Nem sempre o óbvio é evidente.
Uns são miseráveis
E, ainda sim, felizes.
Os ricos são sempre infelizes,
Fúteis e prepotentes.
Onde há dinheiro, há crises.

Cadê o fim do infinito?
Quem pregou ele p'ra nós?
O Demônio vem sempre sorrindo,
E o Deus criador nos deixou sós.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amando...

Como é bom ser capaz de amar...

O ar está sempre a faltar em nosso pulmões...
O coração, hora bate, hora não, como as canções...

A vida, sempre finita, só termina no momento
Em que abrimos mão dos nossos sentimentos.

Jamais o amor poderia ser ridículo.
Todo o bem crescido tem, ao menos,
Um alguém amado em seu currículo.
É aquele do qual nunca esquecemos.

O que é mais cômico
Do que alguém que pensa
Que consegue viver sozinho
Uma vida tão tensa?

Só sendo bastante imbecil.
A vida, já foi dito,
É como um rio que passa:
Sempre o mesmo rio,
Nunca as mesmas águas.

Porém, infelizmente, muitos não sabem.
Muitos são os corações sem porta,
Onde é banal todo aquele vai e vem.

São as pessoas de alma morta.

Estes corpos insensíveis,
Em diferentes níveis,
Estão sempre dispostos
A plantar desgostos.
Julgam todos como iguais -
Como são banais! -
E alimentam-se de almas lívidas
Cobrando amor, a pior das dívidas.

Mas, vendo-se amadas
Sentem-se enojadas,
Desperdiçando sentimentos,
Transformando-os em lamentos.
E os lamentos endurecem o coração
E plantam na pedra um jardim de ilusão.

Então, as rosas negras,
Com espinhos em lugar das pétalas,
Põem-se a exalar o fedor da derrota,
A alma a agonizar, estremece e arrota.
Em pouco tempo, estará quase morta.

Contudo, ainda há almas que curam-se
De todas as feridas e furam-se
A brincar de bem-me-quer,
Sem guardar sequer uma só cicatriz.

Estas sabem o que é realmente ser feliz,
Sabe guardar o momento vivido
E alegrar-se por ter sentido.

Ainda resta quem saiba o valor do amor,
Há quem ame sem importar-se com a dor.

Estes espíritos amantes
São raros como antes.
Guardam a alma para ver
O corpo enterrado perecer.

Preferem abrir mão da própria vida
P'ro o amor não ser uma palavra perdida.
Buscam nada além de alguém que mereça
Um lar no coração e um jardim na cabeça.

Todo o verdadeiro romântico é um suicida.
Queima o corpo, mantendo a alma aquecida.

A felicidade de amar é como o sol,
O romantismo é a bússola do girassol.
Na luz vivificante revela o dia
E aquece a alma outrora fria.

A tristeza da ilusão é como a lua.
Mostra a vida real, nua e crua:
Negra e salpicada de estrelas brilhantes,
Outros universos bastante distantes.

Assim como mudam as estacões nos anos,
O tempo molda a forma que amamos.

Ao tentarmos entender o amor,
Apenas perdemos a capacidade de sentí-lo.
O verdadeiro sentimento
Só se é sentido, nunca compreendido.
Há apenas uma certeza de que sei:
O amor não segue regras, nem sequer leis.

Tenho a esperaçanca de estar
Bem vivo quando o amor chegar.
E mesmo que não tenha forças,
Sei que ainda serei capaz de amar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Erros da Vida

Ah, erros da vida!
A morte a chegar,
uma promessa esquecida,
Um erro de hora e lugar...

A bela amada perdida,
A morte a chegar,
O medo da partida,
Um erro de hora e lugar...

Machucar a ferida,
A morte a chegar,
Entrar na saída,
Um erro de hora e lugar...

O chorar da despedida,
A morte a chegar,
Um beco sem saída,
Um erro de hora e lugar...

Ah, erros da vida!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Panteísmo

Deus está em todos os lugares...

Na vida, na morte,
No azar, na sorte,
Nas igrejas, nos bares...

Na cicatriz, no corte,
No fraco, no forte,
No fundo do poço
E no alto do poste.

Segue-se que,
A não ser que ser
De estar seja diferente,

Eu estou com Deus;
Deus é meu;
Deus sou eu
E eu sou Deus.

Eu sou Deus!

Mas, Deus é tudo,
De você ao absurdo.

Então, eu sou você
E somos tudo.
(Deus incluso!)

Eu sou você
E somos deuses,
Logo:

Somos absurdos.

Tudo é nada e pertence a todos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Mister You em Casa

Escrevendo e testando
Outras formas em verso,
Vou tecendo e rimando,
Hora ou outra, tropeço.

Busco, em rimas, ter
A ousadia de viver
Versando e ouvindo
Cada verso nascer.

E, assim, vou compondo,
Sem metas, com sono,
Esperando amanhecer.

...

A chuva, lá fora,
Parou de cair.
A nuvem que chora
Acabou de partir.

O vinho, no copo,
Compõe o cenário,
Em meio a versos
E um dicionário.

O cigarro aceso
Defumava,
O aroma,
Forte e torturador.

Faltava a erva
E um cobertor.

E ele pensando no amor...

O amor só vem
Quando lhe convém.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Algumas Verdades

O viver é somente um ponto de vista.
Sentimento é um instinto socializado.
A derrota caminha ao lado da conquista.
A verdade: ilusão do todo, mundo sonhado.

Os bons ajudam para saciar um vício:
Serem bons, quando dá ou lembram.
Os maus controlam o desperdício
Fazendo o que seus deuses mandam.

Morrer é retornar para de onde se veio,
Voltar às entranhas da mãe natureza.
No fim de tudo, não há nada de feio.
A vida e a morte é uma única certeza.

Coisas que Devo Fazer

Perder o medo;
Dizer que a amo;
Ser bom com as pessoas...
Com uma mente que dela mesma caçoa?

Ter atenção, concentracão,
Praticidade, o corpo são,
Velocidade, manter o equilíbrio...
O que foi construído, deve ser destruído?

Estudar, dormir, acordar,
Sorrir, iludir-se, sonhar...
Nenhum tempo para pensar
E menos ainda para executar.

Controlar a mente...
Conhecer o corpo...
Isso soa distante.
Será que estou ficando louco?

Bem melhor é aproveitar o presente,
Desta forma eu nunca me distraio.
Se não tento ver além do horizonte
Vejo as pedras do caminho, assim, não caio.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Infinidade

Onde começa  um caminho infinito?
Onde demos o primeiro passo?
Quando começamos a viver?
Saberemos vivos ou quando morrer?

Antes do primeiro passo dado
Já estávamos a caminhar?
Tudo está em movimento ou parado?
Depois do úlimo passo, ainda vamos andar?

Quem foi o primeiro a questionar-se?
Qual foi a primeira questão?
Como a vida simplesmente nasce?
Existe criador, criatura, destruição?

Tantas perguntas sem respostas.
Tantas pessoas perguntando,
Outros dando as costas
A um questionador passando.
Será que a verdade está chegando?

O Belo e o Feio

Ah, o belo e o feio!
Fáceis de observar,
Difíceis de separar,
E há quem julgue sem receio...

O mais sublime perfume
E delicadeza de uma flor,
Alimentam-se do fedor
Nauseabundante do estrume...

Toda busca à sublime
Essência do puro amor
Vem da solidão, terror.
Não há paixão que não o ensine.

Qual será o criador,
É o bom ou o mal,
Se a doença letal
Ele mesmo criou?

Belo e feio, difíceis de separar.
Apenas os tolos podem julgar,
Não sabem o que é raciocinar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não Sei

O que seria ser bom?
Não fazer mal a outro?
Agir apenas como um louco?
Seria apenas um dom?

É previlégio de poucos?
Dos que só veem os seus?
Ou dos que ficam roucos,
Pregando a palavra de Deus?

Seria não amar a própria vida?
Fazer seu espírito perecer
Buscando um egoísta não ser?
Apenas esperar a hora da partida?

Matar a todos os seres humanos,
Libertar esta nobre natureza?
Se alguém aí tiver bons planos,
Acho a idéia uma beleza!

Sem dúvida, ser bom é ser nobre.
Então, juntarei bastente dinheiro -
Serei Deus, neste mundo inteiro,
E chamarei o Diabo de pobre!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Humanos Reflexivos

Somos apenas espelhos turvos:

Sempre refletimos,
Um tanto desfocados,
O olhar dos outros;

Os mais diferentes
São os que mais se veem;

Os mais parecidos
Parecem apenas um;

E apenas os mais despedaçados
Estão mais firmemente unidos,
Depois é impossível separá-los.

Espírito da Vida




Um dia, estava a imaginar sozinho:
"Por que o homem julga-se superior?"
Trilhei em palavras longo caminho
Para, enfim, estes versos compor.

Desde já peço desculpas a quem
Nenhuma beleza aqui encontrar,
Inspiro-me no bicho homem,
O que você poderia esperar?

Frágil e triste criatura nojenta,
Pensas que tudo cabe na mão.
O que a tua vida aqui representa
É pura capacidade de destruição.

Bizarra criatura estúpida e fraca,
Veja só o que propicia-te viver:
Para comer, tens de matar à faca
E isso, nunca arrepende-se ao fazer.

Para ter abrigo, não é diferente,
Novamente tens que destruir.
Até há quem o faça ciente,
Mas, é necessário construir.

Cavas fundo atrás de dinheiro
Para jogá-lo depois na natureza.
Jogas lixo e excrementos no rio,
Cobres de merda toda a beleza.

Todos, sem exeção, são culpados,
Não tenhas dúvidas nesta questão.
Desde os que são escravisados,
Por trás de mesas ou um balcão.
E os paralisados com medo.
E os espertos e picaretas.
Se existem imbecis no comando,
Culpado é quem baixa a cabeça.

Terror, poluição... destruição,
É apenas isso que buscas: a guerra!
Se apenas este é o poder da tua mão
Escolham o inferno ou o céu e vão,
Libertem a terra!

sábado, 26 de novembro de 2011

A Humanidade

Sejamos sinceros:
A humanidade,
Hoje,
É um mero
Aglomerado
De loucos.
Não são poucos
Os imbecis
Que, com leis infantis,
Tentam
Realizar aqueles sonhos
Que guiam
Os seus pesadelos medonhos
Quando estão acordados.
Ser humano é complicado!