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sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Naturalidade Feminina

Antigos ancestrais reviram-se nos túmulos
Diante do maior entre todos os cúmulos:
A luta contra o que realmente se é.

Todos os mais belos dos caixinhos vídicos
Da vigorosa videira de frutos físicos
Viraram vassouras de limpar o pé.

Aqueles mais sedutores e frágeis caracóis
Deixaram as cabeças femininas a sós,
Despidas do escudo da naturalidade.

Cabelos lisos podem até ser muito legais,
Existem outras várias coisas anormais,
Pena que nem sempre são de verdade.

Faço o mais poético pedido à todas vocês:

Abandonem este preconceito de uma só vez,
A beleza não encontra-se apenas no salão.

Beleza, se alguém poder comigo concordar,
É apenas mais uma questão de pura opinião
Cada beleza distinta ocupa o devido lugar.

Seja bela, e não apenas mais uma qualquer.
Homem, realmente, admira inteira a mulher,
Não uma boneca, com os cabelos de madeira
E fedendo como um bode a venda numa feira.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Panteísmo

Deus está em todos os lugares...

Na vida, na morte,
No azar, na sorte,
Nas igrejas, nos bares...

Na cicatriz, no corte,
No fraco, no forte,
No fundo do poço
E no alto do poste.

Segue-se que,
A não ser que ser
De estar seja diferente,

Eu estou com Deus;
Deus é meu;
Deus sou eu
E eu sou Deus.

Eu sou Deus!

Mas, Deus é tudo,
De você ao absurdo.

Então, eu sou você
E somos tudo.
(Deus incluso!)

Eu sou você
E somos deuses,
Logo:

Somos absurdos.

Tudo é nada e pertence a todos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Mister You em Casa

Escrevendo e testando
Outras formas em verso,
Vou tecendo e rimando,
Hora ou outra, tropeço.

Busco, em rimas, ter
A ousadia de viver
Versando e ouvindo
Cada verso nascer.

E, assim, vou compondo,
Sem metas, com sono,
Esperando amanhecer.

...

A chuva, lá fora,
Parou de cair.
A nuvem que chora
Acabou de partir.

O vinho, no copo,
Compõe o cenário,
Em meio a versos
E um dicionário.

O cigarro aceso
Defumava,
O aroma,
Forte e torturador.

Faltava a erva
E um cobertor.

E ele pensando no amor...

O amor só vem
Quando lhe convém.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não Sei

O que seria ser bom?
Não fazer mal a outro?
Agir apenas como um louco?
Seria apenas um dom?

É previlégio de poucos?
Dos que só veem os seus?
Ou dos que ficam roucos,
Pregando a palavra de Deus?

Seria não amar a própria vida?
Fazer seu espírito perecer
Buscando um egoísta não ser?
Apenas esperar a hora da partida?

Matar a todos os seres humanos,
Libertar esta nobre natureza?
Se alguém aí tiver bons planos,
Acho a idéia uma beleza!

Sem dúvida, ser bom é ser nobre.
Então, juntarei bastente dinheiro -
Serei Deus, neste mundo inteiro,
E chamarei o Diabo de pobre!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pandora e Epimeteu

O dia amanhece e traz consigo a esperança.
A esperança nos torna novamente uma criança,
Apesar dos gregos, antigos sábios de outrora,
Terem colocado-a no fundo da caixa de Pandora.

Será que a esperança é o mal mais pesado
De todo aquele mal que havia lá guardado?
A beleza ilusória da esperança de fulano
Cedo ou tarde acabará ou estará acabando.

Mas, na hora, a esperança também consola,
Como bem percebeu minha amiga Pandora,
Presenteada por Hermes com mentira e traição,
E deu a esperança a Epimeteu, seu varão.

Adão e Eva dos antigos gregos místicos,
Sua união nunca contentou aqueles críticos,
Deuses e Titãns, como era o bom Prometeu.
A mesma velha estória: mais um que se perdeu.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Barganha Poética

Ah, belo astro de luz insuperável,
Toma-me com o teu calor vivificante,
Faz a minha vontade implacável
Brilhar como o seu semblante.

Magnífico astro imponente e sisudo,
Taga até mim teus raios epifânicos
Com o poder de revelar quase tudo,
Separe todos os maus e inflame-os.

Aqueça o ar que me enche os pulmões,
Conduza-me na direção certa de andar
E livre meu pobre barquinho dos furacões
Que aqui, acolá, insiste em nos açoitar.

Livra-me da cegueira involuntária,
Mal de todo sempre velho romântico!
Esta poesia não era para ser hilária!
Traz-me alguém em troca deste cântico!

sábado, 1 de outubro de 2011

Oração dos Internautas

Deus, por favor, ouça esta oração:
Livra-nos da queda em nossa conexão;
Do erros bobos em nossos downloads;
... Dos spans e das falhas nos modens.

Fazei a gata que estou teclando responder;
Impeça que ela encontre algo melhor para fazer.
Permita-nos um encontro perfeito em pessoa;
Permita também que ela seja muito boa (pessoa).

Livra-nos dos trojans, malwares e outros nomes;
Fazei com que o meu crack funcione;
Permita-nos usar a rede mundial para o bem;
Faça com que ela nos dê algum lucro também.
AMÉM!!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tempo Para Pensar

O tempo passa.
Passa o tempo.
O passatempo...
O tempo passa, novamente,
O tempo, hoje, está quente.

Comumente, o tempo todo vai e vem, passando,
Com a ansiedade, os pensamentos vai ditando,
Atormentando o pensar que anseia.
Reação em cadeia que desencadeia,
Sem limites, rumo ao horizonte,
Como a jorrar de alguma fonte.

Fonte infinta de alegria,
E de tédio, noite ou dia,
E ácido corrosivo
Carcomendo osso.
Tudo é tempo.
Tempo é tudo.

Mal, bem.
Vai, vem.
 Fica.

Fica?

Como assim?
Isso, assim?

Onde o tempo pára?
Onde o barulho cala?
Onde o silencio é interrompido,
Ou você vê-se finalmente falido?

O tempo, o tempo todo, não passa de uma mentira.
O tempo passa, está aqui e lá, ninguém o adimira.
O tempo é o tempo o tempo todo.
O tempo é tudo, é o tempo todo.

As coisas mudam ao passar do tempo.
Quando o tempo passa muda o vento.
E tempo vai, e tempo volta.
O tempo me anima, revolta,
O tempo todo.
Todo o tempo.
Todo tempo.

Dá um tempo,
Tempo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Respeito

Cada um faz aquilo que pode com aquilo que tem.
Cada qual vive de acordo com aquilo que o convém.
O sentimento retribuído é o eterno concorrente do desdém.
Fazer o bem, às vezes, faz mal; fazer o mal, às vezes, faz bem.
União requer igualdade, mas os opostos se atraem.
E que atire a primeira pedra quem nunca pec... AAIIIIII!!!!!!
Mas que merda, foi quem?!
Ops, foi mal, AMÉM!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sobre a Crítica

Criticar.
Qual o verdadeiro sentido da crítica?
Entendo a crítica tanto quanto entendo...
Sei lá.


As vezes rendo-me a idéias alheias sobre o tema.
Wilde disse que toda a crítica
é uma forma de autobiografia.


Toda a crítica reflete
a insatisfação do próprio crítico.
Todos criticamos e julgamos
pois a ninguém coube ser perfeito.


A crítica, as vezes, vem disfarçada.


Alguns tem até o verdadeiro desejo
de ajudar o criticado.


Porém, é um tanto estranho,
a mim, ao menos,
criticar ou ouvir uma crítica.
Quem poderia conhecer alguém melhor
do que a si próprio.
Ter-se-ia que ser muito estúpido.


Sei que, para criticar,
temos que acreditar.
Mas, a crença, é uma faca de dois gumes.
Uma moeda com duas faces.
O bem e o mal disputam cada passo do crente.


A confusão da discórdia, a Éris grega,
nos torna criativos, todo artista é confuso.
Quem está confuso não critica,
ou, logicamente, não deveria.
O confuso tende a perder tempo
fazendo o que ainda não foi feito.


A crítica vale tanto quanto o crítico
e o crítico vale tanto quanto
aquilo que pensa.
Esta sim, talvez, seja uma certeza.
Por isso eu adoro as críticas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Divino Dinheiro

Bendito seja o teu nome
Aqui e no mundo inteiro,
Oh, pai de todos os deuses,
Nosso onipotente Dinheiro!

Tú és a nossa razão de viver;
És a força, o nosso alimento;
Nos mostra o que devemos ser;
És a dor e a alegria, todo o sentimento.

És tú o unico que nos liberta.
És a nossa sabedoria aplicada,
Nossa desculpa, o nosso alerta
Na hora do tudo ou nada de cada.

Abençoa-nos com a tua segurança,
Expulse-nos o mal, traga-nos o bem,
Dai-nos abrigo, fé, amigos, confiança,
Dai-nos tudo e mais um extrazinho, Amém!